O trajeto de volta para o hotel onde estava hospedada com a amiga foi feito em um silêncio tenso, mas a mente de Manuela trabalhava em rotação máxima. Quando ela finalmente cruzou a porta do quarto, não teve tempo sequer de fechar a fechadura antes de ser bombardeada.— Manu! Graças a Deus! Aonde você estava? — Clara avançou na direção dela, com os olhos arregalados, enchendo a amiga de perguntas sem dar espaço para respirar. — Eu já estava indo na polícia!Manuela fechou a porta com as costas, soltando uma longa lufada de ar. Ela jogou a bolsa em cima de uma poltrona e desamarrou o roupão, cansada do peso daquela peça que nem era sua.— Não exagera, Clara — pediu Manuela, caminhando até a mala para procurar uma muda de roupa limpa.— Não exagera? — Clara rebateu, gesticulando com as mãos para o alto, indignada. — Estávamos apostando nos cassinos e, de repente, você sumiu! Eu achei que você tinha voltado para o hotel. Como eu já estava alta por causa da bebida, só cheguei e fui dormir
Ler mais