Mundo de ficçãoIniciar sessãoTodo mundo tem uma história, um passado e um presente. Mas e quando essa história é tão trágica que não pode ser contada? Quando o passado pesa tanto que se torna impossível de suportar? Se a verdade viesse à tona, Aly ainda seria vista da mesma forma? Ainda seria a Aly que todos amam… ou esse seria o começo do seu declínio? Aly é uma superstar de 2024. Começou sua carreira como atriz e, atualmente, é uma cantora extremamente popular. Mesmo sendo tão famosa, mantém sua vida longe dos holofotes: sua família é desconhecida e quase nada se sabe sobre quem ela realmente é fora da fama. Após o fim da sua primeira turnê, a Alltour, Aly volta para casa para passar as férias. Porém, algo do início da sua carreira continua presente em sua vida: flores de sua espécie favorita enviadas por um admirador misterioso que assina apenas como “R”. Ao retornar, ela conhece Raul Miller, um rapaz que se apresenta como seu maior fã. Mas será mesmo ele o admirador misterioso? Será Raul o verdadeiro “R”? E será com ele que Aly passará 74 dias que poderão se tornar os melhores — ou os mais decisivos — de sua vida?
Ler maisAliana Ramirez Aliança.
Todo mundo tem uma história, seja ela boa ou má, um passado para se orgulhar, um passado para se arrepender e uma história que ou não quer contar ou não pode. Isso faz você sentir-se presa em algo que nem devia te prender porque passou, é história, a tua história. O passado é algo que não dá para apagar assim como no presente, a única diferença é que no passado já está feito e no presente não está feito ainda. – Aly é hora de entrar, o show está lotado – a Erika minha assistente falou animada. – Tem quantas pessoas aí? – eu questionei. – São 87.000 o limite que esse espaço suporta, lotou amiga – ela falou me abraçando e eu corresponde. O show foi um máximo, durou 1 horas, os fãs estavam eufóricos, foi o meu show mais vazio devido ao espaço já que nem era para eu fazer um show no México e ocupamos esse espaço pela insistência dos fãs a última hora. – O show foi incrível, agora só falta o show em Chicago e podes descansar – Jerryme, meu agente falou. – Que bom porque eu estou muito cansada, essa pausa vai fazer muito bem pra mim. – Amanhã vamos para Chicago – a Erika falou sorridente. – É, vamos para Chicago. – Eu esqueci de falar mas vás ter uma entrevista depois de amanhã – Jerryme falou e eu assente. Dia seguinte. – Aly alguém enviou essas flores para você ontem. – Está bem Erika, é só deixar aí enquanto eu arrumo algumas coisas. – Está bem, mas tem cartão, vermelho ainda por cima. – Que flores são? – São lírios amarelos – logo que a Erika falou um sorriso formou-se no meu rosto, deixei o que estava fazendo para ir sentir o aroma das flores. – Essa pessoa conhece bem os teus gostos o que é estranho já que você não fala muito sobre ti. – É, lírios amarelos significa prosperidade e vida longa. – E qual você gosta mais? – O que ele mandava todos os anos, os lírios vermelho. – E o que significa? – Amor intenso, desejo. – Lê o cartão por favor. – Está bem, está escrito espero que essa seja uma das várias turnes que você vai fazer, que a próxima não seja apenas na América, mas em todo o mundo porque você merece e por isso enviei essa cor de lírios, mas não esquece que eu ti amo minha All, do seu maior fã R. – Eu adoraria saber quem é esse R, ele te envia essas flores desde que você começou, desde o teu primeiro show e sabe muito sobre você – a Erika falou e eu comecei a chorar – ei Aly, você está bem? – Estou, acho que é emoção, é a minha primeira turnê e a Alltour está melhor do que eu esperava, estou emocionada. – Que bom que tudo está a entrar nos trechos. – Isso me dá medo, porque quando a esmola é demais o santo desconfia. – Não vem com esse pessimismo não Aly. – Está bem. – Meninas por favor agelizem, o avião já está pronto e eu não sou fã do México. – Está bem Jerryme – as duas falamos como se tivéssemos a entoar um hino. Finalmente chegamos em Chicago, a minha última paragem, o meu último show da turnê e depois uma pausa. – Eu nunca estive em Chicago antes, vamos explorar a cidade? – O Jerryme vai nos matar Erika. – Ele não está e eu nunca estive aqui antes. – Eu também não, essa é a primeira vez que eu viajo assim, os únicos países que eu já estive é Colômbia, Texas e Nova Lorque. – Sério! Pensei que já, pelo jeito que ficas como se já tivesses visto tudo antes. – Acho que é porque eu quero umas férias, sem lá. – Ham, mas vamos por favor. – Está bem, vamos mas temos que voltar cedo senão o Jerryme vai surtar e com razão. – Está bem. Mas precisas de um desfarce senão vão nos cercar por fãs. – Nada que moleton e algumas outras coisas não resolvam. Eu vesti um moleton vermelho, uma calça larga mesmo de treino verde e o meu andar não é nada bonito, eu tenho pernas de cowboy ou pernas de alicate então já podem imaginar que eu não parecia nada uma superstar. Chicago é linda, visitamos um shopping muito bom e estavam a comercializar os ingressos para o meu show. Depois fomos para o aquário, eu nunca fui em um aquário e é lindo, eu e a Erika falamos – Uau! – ao mesmo tempo; tiramos fotos e nos gravamos depois fomos embora. – Onde vocês estavam? – Desculpa a ideia foi minha Jerryme. – Claro! Graças a Deus temos uma agenciada com a cabeça no lugar em detrimento da assistente. – Não fala assim da Érika, ela fez com as melhores das intensos e nada aconteceu. – Só não façam isso de novo eu estou velho demais para ficar a lidar com isso. – Meu Deus Jerryme você tem 32 anos – a Érika falou rindo. – Exatamente por isso, a Érika tem 26 anos e a Aly tem 23 estamos em fases diferentes das nossas vidas. – Eu vou dormir – eu falei. – Boa noite – eles falaram em seguida. Quando cheguei até o meu quarto abri uma das minhas malas, tinha uma caixa, eu abri. Comecei a ver as fotos que estavam lá dentro, uma gota de lágrima escorreu pelo meu rosto quando vi uma das fotos.Aliana Ramirez Aliança.O que nos chama a atenção em alguém ao ponto de nos envolvermos? Será o olhar? A conversa? Ou como nos sentimos diferentes?A verdade é que as pessoas até podem ter mais pontos de divergências que de convergências, mas nem que seja apenas um ponto de convergência é suficiente. Não importa as diferenças serem enormes desde que tenham alguma coisa em comum já é o suficiente.– Sendo sincera eu não sei o que vi em você, eu simplesmente te vi e... Não pensei muito – falei e ele me olhou com muito atenção enquanto falava.– Vai parecer que somos dois loucos, mas você quer sair comigo amanhã? – ele indagou.– Está bem, mas dessa vez eu escolho o filme.– Está bem, eu não quero estragar a sua noite.– Você não estragou Raul – falei e foi como se todo o mundo parasse, seus olhos, tudo nele era bonito, ele se aproximou eu tirei a máscara descartável. Ele segurou a minha bochecha esquerda com a mão esquerda, a rua estava deserta, estamos à uma rua da minha casa, as única
Aliana Ramirez Aliança.No bar tinha pouca gente e enquanto o Rui conversava com os amigos eu e o Raul ficamos nos encarando até que eu fiz sinal com o dedo, apontado para um corredor que tinha uma escada, ele pediu licença e foi e eu fui logo depois.– Oi – falei sem jeito, não conseguindo mais olhar para ele.– Você é a famosa Aly, eu sou seu fã desde aquela mini série na Disney.– Sério!– Sim, é um prazer te conhecer All.– Como! – exclamei surpresa por ele me chamar assim.– Não gostaste de como eu te chamei?– Não! Eu só fiquei assim porque só uma pessoa me chama de All – falei olhando para o chão.– Agora duas, você quer sem lá dar uma volta?– Acho melhor ficarmos só por aqui mesmo, mas eu tenho uma ideia do que podemos fazer para descontrair.– Qual?– Dançar – falei sorrindo.– Então vamos.Nós fomos dançar, eu propôs mas eu não sou uma ótima dançarina, mas ele é um ótimo dançarino. A noite para nós os dois passou assim, entre risadas, passos errados e passos ridículos. Como
Aliana Ramirez Aliança.Casa, não há nada como a nossa casa e isso é algo que não tem como negar.– Aly finalmente você chegou, eu estava com saudades, mas porque estás vestida assim? – a Manon questionou.– Para não ser reconhecida, não seria legal ser reconhecida aqui e assim. Mas como vai o 10° ano?– É bem chato como todos os anos, eu queria ser cantora que nem você, viajar o mundo todo cantando é meu sonho.– E um dia você vai conseguir, mas estuda primeiro porque a mamãe não vai deixar você fazer nada sem estudar primeiro ou estudar enquanto realiza o teu sonho.– Eu sei bem.Chegamos em casa e estava do jeitinho de sempre, a nossa casa é uma típica casa de família classe média alta, mas acolhedora, tem 4 quartos minimamente confortáveis e tem plantas que nós cuidamos desde que nos mudamos para Dallas, incluindo os lírios que o Rui e eu cuidamos.– Os lírios estão bem cuidados Rui.– Eu faço o melhor. Como você está?– Estava com saudades, muitas saudades de vocês.– E as coisas
Aliana Ramirez Aliança.Os sonhos... Todo sonho pode ser realizado, mas porque que as vezes quando o sonho é realizado sobra apenas o vazio? Um grande, como se ainda estivesse incompleto.– Aly, você nesse momento está com mais de 80 milhões de seguidores nas redes sociais, mais de 2 bilhões de strems somadas, com apenas 23 anos Como é? – A Sonya, a jornalista indagou.– Eu estou muito feliz, eu comecei fazendo parte de séries pequenas de studio não muito conceituado aos 15 anos e hoje aos 23 anos estou aqui, com 16 músicas, um gramy e eu estou feliz.– Que bom, mas como você está após o término com o Filipe?– Estou bem, acho que não era para ser – dei uma risada de leve no fim.– Também foi o que falaste quando o teu namoro com o Carlos e com um outro cantor na tua juventude terminou.– Porque também não era para ser eles.– O que os teus pais pensaram sobre o assunto?– Eu sei onde você quer chegar e eu vou repetir o que tenho dito em todas as minhas entrevistas deixem a minha famí















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