Os dias seguintes à briga foram estranhamente silenciosos — não o silêncio confortável que às vezes existia entre ela e Apollo, mas aquele tipo de silêncio que machuca. Que ecoa. Que grita mais do que qualquer palavra dita em voz alta.
Laura se trancou em casa no primeiro dia. Tentou se distrair com filmes, livros, playlists antigas. Mas tudo parecia atravessado por uma sombra persistente: a imagem de Apollo, ferido e confuso, dizendo que a amava depois de machucá-la com mentiras. As lembranças