Capítulo 100 , Entre o medo e a esperança.
(Visão de Lua)
A dor vinha em ondas.
Primeiro suave, depois rasgando tudo por dentro, como se o próprio corpo tentasse se abrir para o mundo antes da hora.
O carro de Eduardo voava pelas ruas, e eu mal conseguia enxergar as luzes da cidade. As lágrimas nublavam minha visão, misturadas ao suor que descia pelo meu rosto.
— Aguenta, meu amor, aguenta... — ele dizia, apertando minha mão enquanto dirigia com a outra.
O som da voz dele era a única coisa que me prendia à realidade.
Tudo o resto pareci