O ambiente ao redor pareceu congelar.Algumas pessoas trocaram olhares, outras simplesmente ficaram em silêncio.Até que um funcionário se aproximou, visivelmente nervoso.— Senhor, posso ajudar?Ele lançou um olhar rápido ao redor, claramente impaciente.— Quero falar com a direção. Agora.Não era um pedido, era uma ordem e até eu, que não tinha absolutamente nada a ver com aquilo, senti um arrepio percorrer minha espinha.Aquilo não era bom.Não era bom mesmo.Afastei-me rapidamente antes que pudesse ouvir mais alguma coisa.Não queria ser vista.Não por ele.Não agora.Talvez… nunca.Apressei o passo em direção ao trabalho. Se eu chegasse atrasada, o desconto viria, e eu não podia me dar ao luxo de perder nem um centavo,mas, mesmo caminhando, tentando focar na rotina, na pressa, na realidade a imagem dele continuava voltando.O rosto, a voz, a presença.Eu não sabia seu nome, não sabia o que ele fazia da vida, mas, pela postura era evidente que não era qualquer pessoa.Balancei a ca
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