Mundo de ficçãoIniciar sessãoTrês anos atrás, Simón Cáceres estava pronto para se casar com o amor de sua vida, Isabella Benavides, mas no dia do casamento ela não apareceu. Em vez disso, Simón foi obrigado a se casar com Natália, a irmã mais velha de Isabella, para garantir uma aliança fundamental para seus negócios. No entanto, a recepção foi interrompida pelo aparecimento inesperado de Isabella, que acusou Natália de tê-la mantido presa para usurpar seu lugar ao lado de Simón. Furioso, Simón tentou anular o casamento, mas o acordo já estava selado. Desde então, cheio de ódio e ressentimento, Simón limitou-se a conviver de maneira fria e distante com Natalia, esperando o dia em que pudesse se libertar dela e se reunir novamente com Isabella. Embora Natália tenha tentado provar sua inocência, Simón nunca acreditou nela. Três anos depois, Isabella reaparece, e Simón exige o divórcio de Natália, deixando-a devastada. Pouco depois, Natália descobre que está grávida, mas Simón, duvidando de sua paternidade, a rejeita brutalmente. Quando Isabella perde o filho que esperava, a tragédia dá uma guinada cruel: ela acusa Natália de ser responsável por sua perda, forçando-a a fugir para proteger seu filho. Agora, Natália precisa sobreviver longe de tudo o que conhece, enquanto Simón, cego pela raiva e pela traição, ignora que seu desprezo foi construído sobre mentiras. O que Simón fará quando descobrir a verdade? Natalia conseguirá encontrar a paz que nunca lhe permitiram ter?
Ler maisNatália não sucumbiu à asma, mas à adaga invisível da traição. Simão escolheu Isabela, a irmã que a difamou, e com um gesto cruel tirou-lhe o único fôlego que ela precisava. No eco gelado de um “Vamos nos divorciar!” Natália compreendeu que o amor havia morrido e que a liberdade era sua única herança.
Ela se levantou, deixando para trás um passado destruído e um homem que, mais cedo ou mais tarde, gastaria noventa e nove súplicas em um vazio para o qual ela jamais voltaria.
*~*~*
Natália observou a cena horrível diante de seus olhos sem conseguir acreditar no que via.
Isabella havia batido o nariz contra a parede e um jato forte de sangue jorrou, chegando até o chão, exatamente no momento em que Simão Cáceres entrou na sala.
Elas haviam discutido, e Isabella, aproveitando-se de ouvir a voz de Simão, decidiu se fazer de vítima diante dele, como sempre fazia.
—Mas o que diabos você fez? —ele descarregou sua raiva nela, encurralando-a contra a parede e apertando seu pescoço—. Mulher cruel e impiedosa. Você bateu nela? Fale agora, droga!
Sua voz era estrondosa e cortante, fazendo os ouvidos de Natália zumbirem.
Seu olhar era ainda pior, cheio de um ódio profundo que a decepcionou completamente, fazendo-a tremer de medo.
—Não tenho nada a ver com isso! —exclamou ela, reunindo coragem.
Isabella era sua irmã mais nova e o grande amor de Simão há anos; Natália era apenas a esposa substituta, e ele a odiava por isso há muito tempo.
Ele acreditava que Natália havia se aproveitado da situação e trancado Isabella em um quarto de hotel no dia do casamento para alcançar seu objetivo.
—Você não consegue aceitar sua derrota? Você sabe que eu nunca a amei! —gritou ele, irritado.
Minutos antes, Simão havia chegado à mansão com seu antigo amor e, friamente, pedido o divórcio. Natália sentiu que seu mundo desmoronava ao seu redor.
Suas palavras eram como dardos afiados perfurando seu peito. Por que ela ainda esperava que ele acreditasse nela?
Ele nunca havia acreditado antes; depois de dois anos de um casamento por conveniência e mal-entendidos, ele nunca mais confiaria nela.
Simão aproximou-se de Isabella de uma maneira condescendente e carinhosa que ela nunca o tinha visto ter para com ela.
Quando sua irmã Isabella decidiu não comparecer ao casamento dois anos atrás, o coração de Natália bateu de alegria ao saber que teria que se casar com Simão em seu lugar.
Depois, tudo virou um caos: a descarada de Isabella apareceu naquela mesma noite na recepção do casamento, dizendo que Natália a havia sequestrado junto com um cúmplice que a acusou na hora.
Simão a odiou ainda mais naquele instante e jurou que tornaria a vida dela um inferno enquanto vivesse.
—Simão… Simão… —chamou Natália, mas ele não lhe deu a mínima atenção; nunca o tinha feito até então.
Ele mimava aquela mulher que o havia abandonado no altar anos atrás, usando um ardil enganador para culpar Natália e isentar-se de culpa.
—Chega, Isabella! —disse ela, exausta, com um nó na garganta—. Pare de fingir.
—O quê?! —Simão não conseguia acreditar no que ouvia—. Como você pode ser tão cruel? Acha que o sangue é falso? Exijo que você peça desculpas!
—Eu nem sequer a toquei! —defendeu-se Natália.
—Você mente! —rugiu Simão com raiva.
Natália fechou os olhos com força, estava pálida e quase sem fôlego. Ela sofria de asma.
—Eu… —ela se apressou a vasculhar o bolso, procurando seu inalador.
Suas mãos não paravam de tremer, e ela teve dificuldade até para manuseá-lo. No entanto, no momento em que o abriu, alguém o arrancou de suas mãos sem piedade.
O frasco caiu no chão com um estrondo.
O corpo dela ficou flácido e caiu pesadamente no chão. Ela precisava usar o inalador, já quase não tinha ar.
—Chega, Natália! Por quanto tempo mais você vai fingir estar doente? —cuspia com raiva. Ele estava furioso e, com um chute, jogou o inalador para longe da mão trêmula de Natália.
—Não a machuque, Simão —conseguiu ouvir vagamente a voz doce e suave de Isabella—. Ela não quis fazer isso, deixe-a.
Natália sentia tanta dor que gemia. Tinha dificuldade para respirar, mas a dor a mantinha lúcida por alguma razão estranha.
Assim, ela pôde perceber o quão cruel era seu amado Simão e quanto desprezo ele sentia por ela. Ele se agachou e disse friamente, segurando seu queixo com brusquidão:
—Limpe as manchas de sangue do chão antes que eu volte de limpar a Isa.
Assim que terminou de falar, Simão se virou e foi embora sem olhar para ela mais uma vez, consolando Isabella, que lhe pedia com voz trêmula que não falasse com sua irmã daquela maneira.
Naqueles dois anos, ele nunca se preocupou com Natália; mal dirigia a palavra a ela e só recebia indiferença ou maus-tratos.
Foi Natália quem se teimou em se casar com ele, acreditando que um dia ele se apaixonaria por ela, mas se enganou terrivelmente.
Simão estava conversando com alguém sobre a situação de Isabella, extremamente preocupado. Enquanto isso, Natália rastejava pelo chão, tentando alcançar seu inalador para conseguir respirar.
De repente, a porta se abriu com um estrondo e Natália conseguiu distinguir uma silhueta à sua frente; mal conseguiu sussurrar um fraco “socorro”, recebendo como resposta um corte:
—Vamos nos divorciar!
O som estridente das sirenes ecoava pelas ruas enquanto Isabella pisava no acelerador com fúria, e seu coração batia acelerado.Mal conseguia enxergar pelo espelho retrovisor, mas sabia que as viaturas se aproximavam. A poucos metros, Calvin também fugia, com o rosto desfigurado e as mãos firmes no volante.O destino, caprichoso, os levou a um velho armazém abandonado em uma parte esquecida da cidade. Ao se verem encurralados, ambos pararam bruscamente.Os carros da polícia bloquearam as saídas, deixando apenas uma opção: enfrentar um ao outro ou cair nas mãos da lei.Isabella saiu do carro cambaleando, com os cabelos despenteados e os olhos cheios de raiva. Calvin fez o mesmo, sua expressão estava carregada de incredulidade ao vê-la ali.—Você! —gritou Isabella, com os olhos em chamas de raiva—. Traidor maldito! É por sua culpa que estou aqui!Calvin soltou uma risada amarga enquanto mancava em direção a ela.—Culpa minha? —replicou ele, apontando para ela com um dedo acusador—. Você
Hugo observava Calvin com ar de superioridade da entrada do local abandonado. O ambiente cheirava a umidade e metal enferrujado, mas o espaço parecia fechar-se ao redor deles.Calvin, com o rosto tenso de nervosismo, dava passos desordenados, tentando convencer-se de que a presença de Hugo no local era irrelevante e de que ainda tinha chances de escapar ileso.—Você não pode escapar depois do que fez com o Henry —disse Hugo com voz firme.Calvin ergueu os olhos e soltou uma risada zombeteira, tentando esconder o nervosismo.—Você realmente vem com esse sermão de lealdade? —resmungou com desdém, olhando para ele com irritação—. Sua lealdade de merda não serve para nada se o velho já está morto.Hugo sorriu de uma maneira que fez um arrepio desagradável percorrer as costas de Calvin.“O que você está tramando, seu idiota?”, pensou Calvin, inquieto.Dando um passo em direção a ele, Calvin franziu a testa.—Foi você quem congelou as contas? —perguntou com irritação.Hugo deu de ombros, in
Minutos antes…Calvin digitava freneticamente, com os olhos fixos na tela do laptop. O suor escorria por sua testa enquanto ele xingava baixinho.A contagem regressiva em sua mente era clara: cada minuto que passava era um risco. Isabella estava ocupada com sua obsessão por Natália, e essa era sua única chance de desaparecer com todo o dinheiro.—Vamos... me dê o que eu preciso — resmungou ele, digitando uma nova combinação de códigos.Ele tentou novamente, prendendo a respiração. De repente, um som agudo indicou que o acesso foi concedido. Calvin piscou, incrédulo, antes de soltar um grito de euforia.—Sim! — exclamou ele, pulando no lugar. Consegui, caramba!Finalmente, ele havia desviado o dinheiro de Isabella. Tudo estava agora em contas seguras sob seu controle. Ele se sentia invencível. Pegou uma mochila e começou a guardar documentos e notas, cantarolando uma música alegre.—Adeus, Isabella —murmurou com sarcasmo—. Boa sorte pagando suas dívidas.Por um breve instante, pensou e
Isabella andava de um lado para o outro no quarto, com os olhos arregalados e os cabelos despenteados caindo sobre o rosto. Suas unhas, roídas até a pele, refletiam seu desespero crescente.Já fazia dias que seguiam Natália, vigiando seus movimentos, mas os malditos guardas de Keiden frustravam qualquer tentativa de se aproximar.— Tem que haver um jeito! — resmungou ela, batendo com o punho na parede. — Ninguém pode ficar vigiado 24 horas por dia.Calvin, sentado no sofá com as pernas cruzadas, observava a cena com indiferença. Estava farto de tudo aquilo: as obsessões de Isabella, o perigo iminente de serem capturados e a loucura em que sua vida se transformara.Mas sabia que não podia confrontá-la abertamente. Não ainda.—Talvez devêssemos reconsiderar isso —sugeriu com voz comedida—. Cada minuto que passamos aqui é um risco desnecessário. Não há mais tempo para seus caprichos.Isabella parou de repente e lançou-lhe um olhar fulminante.—Isso não é um capricho, Calvin. Natália tiro





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