Lucas Antônio Rosa
Se alguém tivesse me perguntado naquela manhã como seria meu dia, eu teria respondido qualquer coisa.
Que trabalharia.
Que levaria bronca da Simone porque deixei ferramenta espalhada pelo quintal.
Que Rogério provavelmente apareceria sujo de terra depois de inventar alguma brincadeira impossível.
Qualquer coisa.
Menos aquilo.
Porque a verdade é que nenhum pai acorda imaginando que aquele pode ser o último dia ao lado do filho.
Nenhum.
A manhã tinha começado normal.
Ridiculame