O sol parecia mais generoso naquela manhã.
As crianças corriam pelos corredores recém-pintados da nova sede como se o chão soubesse dançar. Havia vida em cada parede, cores em cada centímetro, esperança brotando das janelas como flores teimosas que se recusam a morrer. E no centro de tudo, Anyellen. Com os olhos marejados e o coração cheio.
Ela caminhava lentamente pelo corredor central, os cabelos soltos, a barriga redonda avançando como quem carrega mais do que um filho — carrega um futuro.
N