A casa estava silenciosa.
O tipo de silêncio que não incomoda — aquele que embala, que cobre os ombros como um cobertor quente depois de um dia cheio. Lá fora, a noite soprava um vento calmo, e dentro, o mundo parecia reduzido ao espaço sagrado entre dois corpos que se amavam no compasso da respiração.
Anyellen estava sentada no sofá, os pés descalços apoiados sobre a mesinha baixa, uma xícara de chá esquecida entre as mãos. A barriga, já avançada, se movia de leve — como se o bebê dançasse