O aeroporto era um formigueiro de gente.
Gente correndo com mala maior que o corpo. Gente gritando no telefone. Gente dormindo em cadeira de plástico com a boca aberta. Eu nunca tinha pisado num lugar daqueles – nunca tive dinheiro para viajar, nunca tive motivo. Agora, na primeira vez, eu ia voar para outro estado com um foragido, um irmão doente, e um medo que crescia a cada passo.
Minhas mãos suavam.
Não um pouco. Muito. A ponto de eu ter que enxugar na calça a cada trinta segundos.
—