A entrada deles na galeria FGM não foi uma chegada, foi uma coroação. O flash das câmeras, que antes fora uma arma de intimidação, agora parecia uma saudação de honra. Dante caminhava com Helena, mas desta vez, ele não era o escudo dela; era sua moldura. O centro de toda a obra de arte era ela. Lúcia e Ricardo os seguiam, os olhos arregalados com o esplendor, e Léo, adormecido e alheio a tudo no colo do pai, era o símbolo silencioso do futuro que eles haviam construído em meio à guerra.
O salão