O retorno para a Bahia foi como a exalação de um suspiro que eles seguravam há semanas. São Paulo, com seu brilho, suas batalhas e seu triunfo, tornou-se uma memória vibrante, mas distante, no momento em que o avião pousou em Salvador e o ar quente e familiar os envolveu. Eles estavam em casa.
Os dias que se seguiram não foram preenchidos com grandes eventos ou confrontos dramáticos, mas com algo infinitamente mais precioso: a rotina. A vida, em seu ritmo mais simples e mais puro. Pela primeira vez, não havia uma ameaça iminente no horizonte, nenhuma exposição para preparar, nenhuma guerra para lutar. Havia apenas o trabalho lento e belo de viver.
A casa na Vitória, antes um símbolo de um futuro prometido, agora pulsava com o coração de um lar estabelecido. As manhãs eram uma sinfonia de pequenos rituais. Dante, que se tornara o madrugador da família, era sempre o primeiro a acordar para preparar o café, o cheiro enchendo a casa enquanto Helena amamentava Lúcia na quietude do quarto.