Alguns meses depois, sob o sol forte do verão baiano, o cheiro de argila fresca e tinta se misturava ao da maresia. O terreno baldio ao lado do ateliê de Helena não era mais uma promessa, mas uma realidade vibrante. A Escola de Escultura de Candeias, o primeiro projeto da Fundação Lídia Alencar, estava de portas abertas.
O prédio era exatamente como Helena o desenhara: uma estrutura orgânica de madeira, vidro e taipa que parecia ter brotado da terra. Não tinha a imponência fria de uma instituiç