As semanas que se seguiram se dissolveram em um borrão de poeira azul e um foco monástico. O mundo exterior, com suas guerras corporativas e preparativos para exposições, deixou de existir para Helena. Seu universo encolheu para o espaço sagrado entre ela e o maciço bloco de mármore de Jacobina. Ela entrou em um estado de transe criativo, um diálogo silencioso e febril com a pedra.
Ela trabalhava do nascer ao pôr do sol, os músculos queimando, o corpo coberto por uma fina camada de pó azul que