A manhã seguinte nasceu com uma qualidade de sonho. Helena acordou nos braços de Dante, na cama improvisada no chão de sua nova casa, e por um instante, o peso da felicidade era tão grande, tão desconhecido, que ela temeu que pudesse se quebrar sob ele. O pequeno pássaro de pedra-sabão que ele lhe dera estava sobre a caixa de papelão que servira de mesa de cabeceira, uma testemunha silenciosa de seu novo começo.
— No que está pensando? — ele sussurrou, a voz rouca de sono, sem abrir os olhos.
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