A noite de sexta-feira em São Paulo era um oceano de luzes frias e indiferentes do lado de fora da janela do hotel de Dante. Ele ignorou a vista. Seus olhos estavam fixos na tela do celular, na imagem que Helena lhe enviara. O rosto de pedra, desafiador e resoluto. Não era apenas uma resposta; era um manifesto. Um grito de guerra silencioso que ele compreendeu em um nível fundamental.
Ele havia partido da Bahia deixando para trás uma artista quebrada. Mas a mulher que esculpira aquele rosto não