O ar na sala de reuniões no 50º andar da Alencar Corp Tower, em São Paulo, era rarefeito e gelado, um contraste brutal com a atmosfera quente e empoeirada da oficina de Helena. Dante sentia-se um estranho em seu próprio império. A mesa de mogno polido, com vinte lugares, parecia um caixão de luxo, e os homens de terno sentados ao redor, seus tenentes corporativos, pareciam figuras de cera. Eles falavam de números, de projeções, de futuros que podiam ser comprados e vendidos. E, pela primeira ve