Eu estava no sofá, tentando aproveitar um raro momento de silêncio, com Bento enrolado no meu colo e a televisão ligada num programa que eu nem estava assistindo de verdade. Era daqueles dias em que tudo parecia calmo demais e isso, para mim, era sempre um sinal de que algo prestes a acontecer.
A campainha tocou.
Bento ergueu a cabeça primeiro, como se já soubesse quem estava do outro lado. Eu, por outro lado, demorei uns segundos a levantar. E lá estava ele: Pedro, encostado no batente, com