Era difícil ver essa imagem de Pedro, ele tão fragilizado. Ele ficou de pé perto da janela, de braços cruzados, como se o vidro pudesse dar uma resposta melhor do que eu. Eu continuei perto da porta, sentindo o batimento no pescoço. Era o mesmo apartamento de sempre, mas nada parecia no lugar.
— Eles transformaram o seu texto em sobre mim — ele disse, enfim, sem me olhar. — Não precisava ter um nome. Bastou o meu histórico.
Engoli seco.
— Eu sei. E dói porque… — procurei as palavras — porque o