Interlúdio – Arthur

Arthur parou diante da porta da sua cobertura, as cartas ainda nas mãos, como se fossem um enigma antigo que exigia silêncio e coragem. Abriu devagar, entrou sem acender as luzes e deixou as chaves sobre a bancada da cozinha, o som seco contra a pedra soando mais alto do que deveria.

O relógio na parede marcava 10h da manhã, mas parecia noite. O céu, carregado, ameaçava mais chuva. E dentro dele, a tempestade já estava armada.

As cartas. Duas.

Uma escrita por Eduardo Costa. Outra por Helena.

Ar
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