O carro avançava devagar pelas ruas estreitas, mas Arthur não prestava atenção na cidade.
A cada quarteirão, sentia que o ar no peito ficava mais rarefeito.
O gosto do beijo ainda estava na sua boca.
O cheiro dela ainda impregnava as suas mãos.
E por mais que tentasse, não conseguia fingir que aquilo fora um erro.
Porque não era.
Talvez nada do que sentia por Helena fosse errado.
Talvez só tivesse chegado tarde demais para reconhecer.
Ele apoiou a nuca no encosto do banco, fechando os olhos.
A