O domingo era, normalmente, seu único dia de silêncio absoluto.
Sem reuniões. Sem chamadas. Sem equipe batendo à porta com urgências disfarçadas de rotina.
Ele costumava aproveitar aquele respiro para caminhar sozinho, visitar livrarias em bairros pouco frequentados, sentar com um bom café e deixar a cabeça descansar dos ruídos da empresa.
Mas naquele domingo, mesmo antes de sair de casa, Arthur já sabia que nada o traria paz.
Desde a sexta-feira, Helena não saía de sua mente.
A maneira como el