O táxi deixou Helena diante do portão baixo de ferro, pintado de branco, ligeiramente descascado pelo tempo. O bairro era o mesmo de sempre — ruas de paralelepípedo, árvores altas formando túneis verdes e o som longínquo de um rádio qualquer tocando Amália numa varanda. Tudo parecia estar no mesmo lugar, menos ela.
O motorista olhou pelo retrovisor enquanto ela retirava a mala do banco de trás.
— Chegamos, senhorita.
Helena assentiu, agradecendo em voz baixa, e entregou o valor da corrida com a