Helena encostou a cabeça no ombro de Arthur, o corpo ainda aquecido pelo vinho e pelas risadas que trocaram depois do almoço tardio. O sofá da cobertura parecia um refúgio fora do tempo — ali, entre os travesseiros espalhados e a luz suave da tarde entrando pelas janelas imensas, ela sentia que podia finalmente respirar.
Ele passava os dedos devagar pelo braço dela, distraído, como se aquele toque fosse algo natural — e, talvez, fosse. Helena fechou os olhos por um momento. Depois de tudo, depo