O primeiro pensamento de Helena quando abriu os olhos foi que tinha sonhado tudo.
Por alguns segundos, permaneceu imóvel, o rosto aninhado no tecido macio do suéter dele, respirando o cheiro conhecido que parecia mais presente que o próprio ar.
Mas então sentiu o braço de Arthur envolvendo seus ombros, a palma firme descansando contra seu braço, e soube que não havia sonho algum.
Eles estavam ali.
Juntos.
E aquilo era real.
Por um instante, Helena não se moveu.
Quis gravar cada detalhe daquela