Helena segurou a taça com força, tentando não deixar transparecer o que sentia.
O espumante subia ao nariz num cheiro fresco, mas tudo que ela percebia era o perfume dele — discreto, amadeirado, impossível de ignorar.
— Eu preciso… — começou, sem ter certeza do que diria.
— Não precisa nada — interrompeu Arthur, a voz baixa demais para qualquer um ouvir. — Só fica.
O jeito como ele disse aquilo — simples, direto — fez algo dentro dela fraquejar.
O mesmo algo que vinha resistindo desde o primeir