O domingo amanheceu lento, arrastado, nublado — como se o próprio céu de Londres estivesse hesitante.
Helena passou boa parte da manhã evitando olhar para o celular. A mensagem de Arthur ainda estava lá, curta e intensa:
"Eu sei que devia manter distância. Mas não consigo."
A resposta dela, um mísero “Boa noite”, parecia ecoar com vergonha dentro da memória.
Ela havia se encolhido. Fingido não entender. Fingido que não sentia.
Mas sentia.
Sentia mais do que era capaz de administrar.
Perto do me