A segunda-feira amanheceu com chuva. O céu de Londres parecia tão pesado quanto o peito de Helena.
Ela acordou antes do despertador, mas não teve coragem de sair da cama imediatamente.
Ficou deitada, olhando o teto, enquanto o eco do beijo latejava por cada centímetro da sua pele.
Por um momento, pensou em não ir trabalhar.
Em inventar uma desculpa qualquer.
Mas sabia que isso só prolongaria o inevitável.
Ela precisava vê-lo.
E precisava provar a si mesma que ainda era capaz de manter distância