O carro seguiu pelo centro da cidade, os faróis refletindo nas fachadas de vidro enquanto a noite se adensava. Helena manteve os olhos fixos na rua, mas sentia cada centímetro do espaço entre eles vibrar como uma corda tensionada.
A conversa não veio. Nem precisou. Havia tanto não-dito que qualquer palavra soaria supérflua.
Quando finalmente estacionaram em frente à sede, Arthur desceu primeiro, agradeceu ao motorista e contornou o carro para abrir a porta para ela. O gesto — tão pequeno, tão c