Helena acordou antes do despertador, com a luz pálida da madrugada vazando pelas frestas da cortina. O corpo doía de cansaço, mas a mente não lhe dava trégua.
O documento que encontrara na véspera permanecia sobre a bancada, como um lembrete incômodo de que a história que contava para si mesma podia não ser inteira. Ela ficou alguns minutos olhando para a folha dobrada, sentindo o peito apertar com a urgência de encontrar alguma explicação que devolvesse sentido à sua raiva.
Ainda acreditava qu