— Erick… — meu nome saiu como um suspiro.
Ele inclinou a testa contra a minha, e falou baixo, quase um sussurro:
— Me odeie, Rosa. Mas não minta para mim. Não diga que não quer isso.
Meu coração dispara, ganhando impulso e batendo contra o interior do meu peito. Eu não sabia se queria chorar, gritar ou empurrá-lo para longe. Mas quando senti a boca dele perto demais, quente demais, eu parei de pensar. Era como estar presa numa correnteza que me puxava sem chance de voltar.
A respiração dele estava pesada, o cheiro de cigarro e perfume misturado com calor humano quase me sufocava. Ele se aproximou, os olhos azuis fixos nos meus, e um pequeno sorriso curvou os lábios de escárnio. Meu coração martelava no peito, e antes que eu pudesse pensar direito, ele inclinou-se e seus lábios colaram aos meus.
Faziam anos que eu não beijava alguém assim. O último beijo que tive com intensidade havia sido com Lucas, mas nem de longe se aproximava da sensação que Erick me provocava. Graças a Deus