Instintivamente puxei a coberta para o meu corpo, como se aquele tecido fino pudesse me proteger do peso que havia no ar.
Um passo ecoou, e ele saiu das sombras. Erick realmente estava lá. O rosto dele emergiu do escuro, e o pequeno sorriso de escárnio nos lábios me fez estremecer. Era frio, arrogante, mas por baixo havia algo que eu não conseguia decifrar.
— O que achou que ia acontecer, Isabel? — a voz dele veio grave, cortante, carregada de algo entre ciúme e fúria. — Depois de se esfregar daquele jeito no Gregor?
Os punhos dele estavam fechados, os ombros rígidos. Ele estava furioso.
— É sério? — consegui soltar, tentando manter minha voz firme, mesmo que meu corpo inteiro tremesse.
Ele ergueu uma sobrancelha para mim, e o gesto, tão calmo, tão calculado, fez a raiva no olhar dele parecer ainda mais perigosa.
— Você faz ideia do risco que está me fazendo correr só por estar no meu quarto à noite? — minha voz saiu mais alta, carregada de medo e raiva. — E se alguém viu você