Sozinha, cercada por médicos, enfermeiros e protocolos de segurança, havia algo que meu coração ainda não conseguia aceitar: a ausência de Luka. Eu precisava vê-lo. Precisava sentir que ele existia, que estava ali, mesmo que apenas por um instante. A incerteza do que ele pensava ou sentia corroía mais do que qualquer lembrança do monastério. Ele foi a única coisa boa em anos, a única mão estendida no meio da escuridão.
Estava ansiosa para ver a Laura, minha irmã, mas sabia que isso ainda não seria possível. Para o resto do mundo, Laura estava morta. Tudo fazia parte do plano do Alexei, que a tirou do Brasil em segurança. Só quando eu saísse do hospital e chegasse à casa dele, na Rússia, finalmente poderia abraçá-la, sentir sua presença de verdade.
Ainda bem que eu tinha a Emma. Ela era uma boa amiga, talvez a única que conseguia me dar algum conforto verdadeiro depois de tudo. Eu nem imaginava o quanto a Emma havia sofrido durante os dias que passei no hospital. No quarto ao lado,