Quando eu cheguei à cozinha, o ambiente já estava vivo. O cheiro de café fresco e manteiga derretida se misturava ao aroma de blini, ovos e um leve toque doce de pão francês, um pedido especial que Laura mesma tinha ensinado à cozinheira há pouco mais de um ano.
Era curioso: naquela casa de mármore e aço, havia o perfume suave do Brasil no ar.
— Alguém viu a Isabel? — perguntei, com a voz baixa, ainda rouca do sono.
As funcionárias interromperam o movimento imediato e se olharam, até que um