Acalma

Mais tarde entrei na sala de jantar e senti, em vez do costumeiro rumor de homens armados um silêncio cortante: Gregor ocupava uma cadeira que mais parecia um trono improvisado, almofadas amontoadas, um braço apoiado por um lenço, o rosto ainda marcado pela crise. Madre Agatha estava de pé ao lado dele, impecável como sempre, os olhos frios. Não havia mais que aquele pequeno círculo de poder; os outros estavam do lado de fora, vigiando.

— Que bom que veio, meu irmão — disse Gregor, esforçando a voz. O som era frágil e, ainda assim, autoritário.

— Cadê todos? — Questionei. — Pensei que houvesse festa.

Madre Agatha fez um gesto e, como se saísse de trás de uma cortina, as mulheres entraram em fila. Eram cerca de dez, vestidas de branco translúcido, o tecido transparente do vestido que usavam que não escondia nada. Era evidente a auréola dos seus seios, e os pelos das suas bocetas. Isso, apenas reduzia à forma mais vulnerável. Havia constrição nos passos delas; a situação não permi
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