A primeira vez que Iris Andreadis-Miller viu o norte, o céu parecia feito de aço.
Nuvens densas, vento cortante, e uma luz que só existia para quem sabia observá-la.
Ela sorriu, ajeitando a câmera no pescoço.
- É perfeito, - sussurrou para si mesma.
Aos 28 anos, Iris já tinha fotografado desertos, guerras e casamentos reais.
Mas era na solidão que ela se encontrava.
Metade grega, metade inglesa, ela carregava nas veias o fogo e o equilíbrio - e, como a mãe, acreditava que o amor podia ser tanto