Capítulo 3 — Esculpindo o Amor (Parte III: Quando o Mármore Respira)
O verão grego sempre teve um cheiro de lembrança.
Sal, jasmim, e vento quente vindo do mar — o mesmo que embalou gerações da família Andreadis.
Agora, tantos anos depois da primeira escultura, Isadora e Dimitris viviam em uma casa branca em Naxos, onde o horizonte parecia não ter fim.
No pátio, blocos de mármore esperavam novas formas, e entre eles, uma menina de cabelos negros e olhos curiosos corria descalça.
— Cuidado, Eleni! — Isadora gritou, rindo.
A pequena parou por um segundo, depois voltou a correr, com uma conchinha nas mãos.
— Olha, mamá! O mar me deu um presente!
Dimitris apareceu à porta, as mãos cobertas de pó.
— Ela é igual a você, — disse, encostando o cinzel na parede.
— Teimosa?
— Teimosa, curiosa e impossível de esquecer.
Isadora riu, mas havia algo em seu olhar — um brilho de paz que só os que lutaram muito para amar conseguem carregar.
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O estúdio ficava voltado para o mar.
Isadora, agora escul