Os dias começaram a passar num ritmo diferente — mais lento, mais vivo. Talvez fosse o bebê. Ou Arthur. Ou os dois.
Ele tinha o dom irritante de aparecer sempre que eu achava que estava sozinha. Se eu tentava pendurar roupas pequenas no varal, ele surgia atrás de mim, pegando os pregadores das minhas mãos como se eu fosse incapaz.
— Você vai acabar se machucando com isso. — dizia, todo paternalismo e músculos.
— Arthur, é um pregador, não uma arma. — respondia, mas ele já estava prendendo as