Três meses.
Três meses inteiros desde aquele café da manhã.
E se alguém me dissesse que a poeira ia baixar, eu riria na cara.
Nada passou.
Nem os boatos, nem as fotos, nem as manchetes inventadas.
Agora eu era oficialmente a mulher mais comentada do país — e não por algo que eu tenha feito, mas por quem eu ousei amar.
Os sites ainda me chamavam de “a secretária que virou princesa”, as revistas analisavam minhas roupas, e os jornalistas se revezavam na porta da empresa como urubus esperando