Pergunto o que ele está fazendo, a voz saindo alta demais, desesperada demais. Digo que Vítor é apenas uma criança. Viro-me para trás, meus olhos indo de Henrique para Daniel, que aumenta a marcha e acelera ainda mais, levando o carro para fora da cidade como se estivesse fugindo de algo que só ele enxerga.
Henrique me encara por um segundo antes de desviar o olhar para minha barriga arredondada. O desprezo em seus olhos é tão evidente que me faz estremecer.
Rulli fala meu nome, a voz trêmula.