Peço que ele pare de dizer aquilo. Peço que pare de repetir que me amava. Digo que somos irmãos, que isso é errado, que sempre foi.
Henrique reage com um riso amargo e pergunta se eu acho que ele não se martirizou por isso. Diz que se odiou por desejar a própria irmã. Afirma que não conseguiu controlar. Que eu sempre tive esse jeito, essa forma de ser que o deixava confuso.
Digo que não. Digo com firmeza. Digo que ele não vai colocar a culpa em mim por pensamentos nojentos que são apenas dele.