Amara
Voltamos no silêncio espesso que fica depois da violência. O motorista manteve os olhos na estrada, Ronan falava baixo no rádio, alinhando versões, apagando rastros.
Eu só escutava a respiração de Damian, irregular, pesada, como se o corpo lutasse para caber de novo dentro da pele.
As mãos dele estavam manchadas, a camisa colada ao ombro pela própria dor. A lua vinha pela janela e, quando tocava o rosto dele, um brilho âmbar insistia em não ir embora.
Subimos pelo elevador privativo. V