LARA
Dois dias. Quarenta e oito horas. Uma eternidade.
O tempo passa diferente quando se espera que alguém acorde. A cada bipe do monitor cardíaco, a cada visita médica, a cada troca de turno, meu corpo insiste em acreditar que será agora. Que os olhos da minha mãe vão se abrir, mesmo que só um pouco. Que ela vai me chamar pelo nome, franzir a testa e perguntar o que está acontecendo. Mas isso não acontece.
Ela continua ali. Dormindo.
E eu, acordada demais.
Benjamin, Cat, até David — todos volt