DORIAN
A casa inteira repousa sob uma escuridão que parece feita de veludo e opressão. Nem os sons naturais da noite rompem o silêncio espesso. Nem o sutil estalo da madeira contra o ar frio, nem o leve bater das árvores contra os vidros. Nada. Apenas um vazio denso, como se o tempo segurasse a respiração.
E ainda assim, eu acordo.
Sem sonho, sem susto. Apenas abro os olhos. Como se algo dentro de mim estivesse em alerta, e me dissesse que ela precisa de mim.
Viro a cabeça, e o lado dela da cam