LARA
O mundo inteiro parece parar no exato segundo em que desço da limusine.
Os flashes não esperam que eu me ajuste ou respire. Estão prontos, posicionados, famintos por um clique que diga tudo — ou que alimente os boatos que ainda nem nasceram.
Dorian estende a mão como se já tivesse feito isso mil vezes antes. O toque dele é firme, quente, e sustenta mais do que apenas um apoio para eu sair do carro. Sustenta a mentira.
— Sorria — ele murmura, com os olhos fixos nos meus. — Você está feliz.