DORIAN
As horas avançam com a lentidão típica de hospitais.
Luzes baixas, passos cuidadosos no corredor, o som constante das máquinas de monitoramento no quarto.
A mão de Lara ainda repousa na minha. O calor dela me ancora.
Mas eu não durmo.
Não posso.
Levanto apenas quando percebo que ela entrou em um estágio mais profundo de repouso induzido. Caminho até o corredor e sigo até a varanda externa do andar — um dos raros lugares que permite ar fresco e pensamentos difíceis.
David está lá, encosta