Acordei cedo, sem despertador, com a luz suave que só existe quando o dia ainda está começando e o céu não decidiu de vez se será ensolarado ou nublado. Respirei fundo e senti o cheiro do mar entrando pela janela entreaberta, um mistura de sal e brisa fresca que parecia querer me abraçar logo ao despertar. Era diferente do ar seco da cidade; que parecia carregar vida, uma espécie de promessa silenciosa de que as coisas poderiam, sim, melhorar.
Ouvi minha mãe cantarolando na cozinha, provav