Depois de registrar a queixa, acompanhada por Eduardo, senti um alívio tão profundo que quase me permiti desabar. Eduardo foi direto, mas gentil. Disse que, por precaução, seria melhor se eu passasse uns dias longe, ao menos até o juiz assinar a medida protetiva. A orientação era clara: manter distância, preservar minha integridade física e emocional. E, por mais que eu quisesse insistir que daria conta, que Henrique não ousaria aparecer de novo, no fundo, eu sabia que não podia arriscar.
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