Assim que Anna deixou a clínica, ainda atordoada pela confirmação da gravidez, Seline permaneceu alguns segundos sentada atrás da mesa, em silêncio absoluto. Seu rosto sério desapareceu no instante em que a porta se fechou. Ela respirou fundo, pegou o celular e discou um número que sabia de cor.
— Chiara — disse assim que a ligação foi atendida.
— Fala — respondeu a outra, em tom impaciente. — E então?
— Está confirmado — Seline falou, com um leve sorriso na voz. — Anna está grávida.
Do outro lado da linha, houve um breve silêncio. Em seguida, um suspiro satisfeito.
— Ela suspeita de alguma coisa?
— Veio à clínica hoje, desesperada — explicou Seline. — Exigindo explicações. Está assustada, confusa… exatamente como esperado.
— Ótimo — Chiara respondeu. — E você controlou a situação?
— Perfeitamente. Ela confia em mim — Seline disse, com segurança. — Tudo está correndo conforme o planejado.
Chiara riu baixo.
— Então agora é só garantir que ela não faça nenhuma besteira.
— Não se preocup