Anna mal conseguiu fechar a porta do apartamento antes de desabar em lágrimas novamente. O teste de gravidez ainda estava sobre a pia do banheiro, como uma prova cruel de algo que ela não aceitava. Depois de alguns minutos tentando recuperar o controle da respiração, enxugou o rosto e tomou uma decisão.
Ela não podia continuar assim.
Precisava de respostas.
Vestiu-se às pressas e saiu de casa com o coração disparado. Durante o trajeto até a clínica, sua mente alternava entre esperança e pânico. Talvez tudo não passasse de um erro. Talvez o médico do hospital estivesse enganado. Talvez aquele teste estivesse com defeito.
Talvez eu não esteja grávida.
Era nessa ideia que ela se agarrava enquanto atravessava a porta de vidro da clínica.
O ambiente elegante e silencioso parecia o mesmo de sempre, mas Anna já não se sentia segura ali. Caminhou até a recepção com passos firmes, mesmo sentindo as mãos suarem.
— Bom dia — disse, tentando manter a voz estável. — Eu preciso falar com a d